Estudo Sobre os Fantasmas Escondidos nas Árvores do seu Quintal

Alix Breda

64 páginas

15x21cm

50 cópias

impressão em digital

capa flexível 

- LIVRO

sequenciamento de imagens

Alix Breda

design

Alix Breda

coordenação editorial

João Pedro Lima

impressão

Cinelândia

acabamento

Alix Breda

publicação

Selo Turvo

"Somente aqueles que se sintonizam às vibrações fantasmagóricas serão capazes de sentir estranheza em ambientes familiares." ​

 

Projeto de pesquisa do arquivo de fotografias da família da artista visual Alix Breda.

Baseado na textura e na tinta que permanece no dedo. As assombrações que tomam forma na umidade do papel fotográfico alterado pelo tempo e pelos mortos. Sua memória é reinventada pelo desbotamento da imagem, devaneio de quimeras, rostos dobrados, cães latindo sem ruído. A maneira de conhecer e apropriar as narrativas familiares que já estão longe demais para serem vividas.

 

Lido como um diário, fragmentos, da rotina afetada pela memória. A mancha viva dessa umidade, organismo que cria novas mitologias.

A proposta sempre foi criar um ato de resgate com esse material, um cartão postal de vidas passadas. Um convite para abrir a porta para elementos que talvez não habitem mais aquele ambiente. ​ Costurado a mão e queimado, cópia por cópia, a zine-ritual Estudo Sobre os Fantasmas Escondidos nas Árvores do seu Quintal parte das conexões humanas feitas pelo acidentalismo místico. Seu proceso manual, desde o desdobramento da zine até o ritual a ser feito pelo leitor - no escuro, alecrim e arruda queimando no canto -, do desejo que sempre foi de ficar perto e aceitar a presença do desconhecido. A experiência que sai do papel e se torna física, se torna pessoal.

 

Como abrir caminho para a discussão da importância de dar forma para o que não é dizível.

Na semana passada, durante o temporal, disse que acordou profundamente comovida com algo que o sono lhe disse. pediu para que eu devolvesse as conchas às águas e tampasse todas as janelas da casa. três dias depois, todos os galhos das árvores do quintal haviam virado de ponta cabeça, as extremidades roçando nas raízes que ressurgiram debaixo da terra para assistir ao espetáculo. "não há de se preocupar," dizia. "almas sonâmbulas." essa noite, por uma artimanha da audição, pensei ter escutado vozes vindo da maré alta. não via o mar desde criança. quando o sol levantou e fui chamá-la para passar o café, não estava mais lá. nunca mais a achei.

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