Morro e não posso velar o meu corpo

Julia Pupim 

64 páginas

17,5x24cm

100 cópias

impressão em offset

capa flexível

ISBN 

978-65-00-32249-1

 

livreto

12 páginas / 12x10cm

livro dobradura

29x42cm

 

- LIVRO

sequenciamento de imagens

Alix Breda

design

João Pedro Lima

coordenação editorial

Vitor Casemiro

textos 

Julia Pupim, Leonor A. Pupim, 

Natalia Ginzburg

posfácio

Alix Breda

impressão e acabamento

Cinelândia

publicação

Selo Turvo

"No país da melancolia, o pensamento está sempre voltado para a morte. Não teme a morte, já que a sombra da morte se assemelha à sombra vasta das árvores, ao silêncio que já está presente na alma, perdido em seu verde sono."

 

Resultado da convocatória para artistas mulheres realizada pelo selo em 2021, o livro "Morro e não posso velar o meu corpo" de Julia Pupim é um retrato de como o luto se apresenta nas facetas mais íntimas do ser. Fotografado ao longo de seis meses, a autora documentou a morte que está por vir, os últimos dias que esteve na presença de sua mãe - como o processo lento das marcas que a ausência deixa floresce.

"A raíz que cresce lhe dá a mão, debaixo da terra somos todos fortes. Memória embalada no cheiro, aroma dormente da flor de dama da noite. Desarrumei a colcha para fingir que te vi. E vi. Está aqui, e ali dentro, a prova de que você existiu. Assisti esse relato ser edificado. Não te oculto da luz, escrevo seu nome em todas as paredes. Se cavoquei suas terras, foi porque ouvi seu canto. Contei seis botões caídos na praça, árvore tombada, cheguei em casa aos prantos. Trouxemos a morte de volta à vida."

- Alix Breda

 

Trabalhado durante meses junto dos editores do selo, o livro se torna uma caixinha de lembranças. Memorabilia de pegadas. Uma pasta fechada por um laço que revela o imaginário e o cotidiano da relação de uma mãe e uma filha. O que encontramos dentro é a perda dos contornos, a lembrança vertiginosa, a tentiva que uma mulher tem de se enterrar na terra para chegar perto de outra.

 

Tantas imagens que remetem a textura do lençol desarrumado que permanece na cama, o silêncio de uma casa que antes emitia ruídos, assistir alguém que amamos desaparecendo aos poucos. "Naquele dia você olhou no fundo dos meus olhos quando eu achava que isso nunca mais ia acontecer. E eu vi que você sabia e que você me esperou," escreve Julia em uma das entradas de seu diário, que é escrito à mão e acompanha o livro.

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